quinta-feira, 23 de junho de 2016


Os dedos gelavam com a procura de uma outra vida num outro paraíso sem data , sem distância , simplesmente feitos de sorrisos coloridos , aqueles que escorriam pelas paredes da alma nua.

Qualquer palavra que acrescentasse ao sentir iria sem querer dar a volta ao sonho adormecido no tempo , aquele que agora cantava dentro dela , numa súplica constante de paralelos diferentes, daqueles que ninguém entende … Eram palavras que jorravam , a amaciar o seu cabelo cor de púrpura translúcida , como se com eles vestisse o mar , como se com eles conseguisse agarrar os astros em plena dança ….
Não sabia bem ao certo as ruas , nem o nome delas. Andava , saltava com vontade de sentir. Queria a lua para levar consigo, a fechar as janelas do seu quarto, onde respondiam as flores em tons amarelos, desfeitas em sorrisos adormecidos. Descobrira o sentido de sentir, de vestir as palavras , como se pintasse telas pela noite dentro. A lua sempre presente … vestia o luar de estrelas em formas mágicas com odor a veludo transparente. Afinal … ainda que mal … ainda sentia a vontade profunda de sentir. 

Hoje num pedaço de mim

pequenina


1 comentário:

  1. Ainda sentia a vontade profunda de sentir. Se é uma sensitiva. E isso é bom.

    ResponderEliminar