A noite sorria envolta nos dedos dela, qual criança ante uma valsa. Os dedos corriam pelo teclado, em suspiros de festa e fantasia… Dizer-lhe … não! Escrever por entre as letras, as palavras que a lua sem saber dedilhara dentro dos dedos nus, onde os risos se estendiam em vagalumes de desejo … A pele essa ainda sabia respirar dentro dela… Qual letra de valsa nua … a rir, na areia escrita na areia húmida da praia, onde se despia para ver chegar a brisa quadrada da lua encantar a sua alma! Dizer-lhe? …Nunca se diz a alguém o que já sabe!… Sonha-se assim devagarinho, baixinho , para não acordar as estrelas que dormem ao relento. Envoltas em lençois de púrpura fina, qual palhaço na ribalta da vida… podia pedir-lhe a emoção … das palavras soltas … presas em versos transparentes …
( num qualquer pedaço de mim )
Hoje
pequenina

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