quinta-feira, 23 de junho de 2016

Neblina


Ao longe o céu está nublado.
Não consigo ver,
Não consigo distinguir onde começa o irreal
E se perde o real!
Tudo é fumo leve 
Que se confunde comigo.
Tudo está coberto 
dessa camada densa de neblina.
os meus olhos não vêem .
Eu não esperei vislumbrar uma estrela …
Então teci com as minhas mãos 
As linhas do teu rosto.
Teci estrelas e astros onde só havia neblina.
Julguei ver-te surgir através dela 
Como se fosse um sonho enevoado
E fiquei assim… fascinada.
Mas tudo isso, era uma neblina distante,
Tudo era uma sombra passageira.
E já sem ver absolutamente nada,
Desenhei vendavais na minha alma
E não me perdi nessa neblina distante …
Tão distante … e tão perto de mim!
Atravessei-a como uma sombra que passa
Através da escuridão
E nada … Nada se quebrou em mim!

Ana Teresa
( pequenina sou )



1 comentário: