Empilhou as palavras escritas dentro de si, na espera de um verso irrepetível …
Saudou as vestes da tarde que traziam rasgos coloridos de Van Gogh e, esperou
pelo silêncio morno da noite que espreitava ali ao lado … Recostou-se na
cadeira e pensou na calma que existe no sossego. Como se este pudesse por si só
falar. Como as pedras a testemunharem o nascimento das flores. O corpo, esse
deixara-o deitado entre papéis onde escrevia e descrevia o sorriso, sentado no
seu colo, como que fechado em camas por fazer. Não queria pensar na noite. Nem
quando se embrulhava dentro dela a esquivar-se da memória do rosto, que vestia
a pele onde os dedos caminhavam. Esperaria por eles como quem espera pelo tempo
dos acordes vestidos de senso. Somente abria desabafos no papel, como se
conseguisse pintar as utopias que trazia dentro dos sonhos em branco.
E permaneceria assim até a luz rasgar o
dia dentro dos seus dedos em flor. E levaria dentro dela as pétalas do mar em
chama.
( Num qualquer pedaço de mim)
pequenina

O sorriso, sentado no seu colo, como que fechado em cama por fazer. Poeta e pintora de emoções. Bonito.
ResponderEliminarO corpo, esse deixara-o deitado entre papeis onde escrevia e descrevia o sorriso, sentado no seu colo, como fechado em camas por fazer. Poeta e pintora de sentimentos e emoções. Bonito.
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