Senti falta dos teus lábios em redor do meu rosto, como se brincasse num cordel sem fim …
Como se Setembro tivesse passado, e eu ainda sentisse a vontade tão intensa de te querer… Mistérios que o tempo percorre dentro das minhas veias, como hinos de flores em crescimento, ondulante a bailar dentro do vento calado que me espera do outro lado de mim…
Sinto-te como uma brisa esvoaçante dentro dos dedos em flor … Mas saberei sempre, que ao mesmo tempo a espera dança num valsar calado inpresso , na memória feita de plumas enfeitiçadas … como rios ondulantes onde deslizam,as brisas da minha alma num voo completamente livre … Sorrio dentro de mim , como quem quer sentir a plumagem da alma a cantar dentro de um rio em flor ! Talvez pense, que te tenha dito tudo e, afinal escorreram dos meus dedos simples frases que senti, num qualquer canto de mim…
Recorto as facetas, aquelas multifacetadas onde me desenho e suspendo os meus braços em redor do luar … talvez aí … esteja eu dentro de ti … Talvez aí eu traga sorrisos de magia dentro dos dedos, e tu , me venhas ler …
Talvez as marés se rebolem ao som das borboletas em flor que desenham sem querer, traços indeléveis do teu rosto dentro de mim…
Ficou a madrugada envolta em cores feitas pedaços de poeisia .
Desapareceste … fiquei só na praia onde o areal morno beijou levemente os meus lábios , aqueles encantados com os corais, e com o som suave dos búzios acobreados, pelas cinzas do teu sorriso perdido…
Atravessei as portas da sombra e nada , nada se quebrou em mim…
Deixei o sorriso pendurado na entrada da minha alma, talvez um dia quiça , quando voltares … o leias, como se fossem palavras minhas … Daquelas que sinto , quando brinco. Daquelas em que sou eu … quando sinto saudades dos teus lábios , inscritos nas minhas mãos…
( hoje num qualquer pedaço de mim )
pequenina

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